Os próximos jogos que a Nintendo devia lançar para smartphones

Durante muitos anos todos perguntavam quando é que a Nintendo entraria no mercado dos jogos para smartphones, mas a resposta foi sempre que tal não estava nos planos da empresa. No entanto, com o passar do tempo e após o fracasso do WIi U, a Nintendo resolveu rever essa sua posição, entrando em parcerias com outras empresa, como a DeNA e a Cygames, para a criação de jogos mobile.

A estratégia inicial visava o lançamento de jogos especificos criados para os smartphones, tendo começado com Miitomo, mas depressa reviu essa ideia com o lançamento de Super Mario Run. A parte da monetização foi também revista, tendo começado primeiro com um jogo pago, depois com jogos grátis e finalmente com gatcha. Actualmente temos Miitomo, Super Mario Run, Animal Crossing: Pocket Camp, Mario Kart Tour e Fire Emblem Heroes. Existem ainda Dr Mario World, que será descontinuado e breve, e Dragalia Lost, jogo que não está disponível em Portugal.

As coisas pareciam bem lançadas, mas o sucesso da Nintendo Switch fez com que a empresa voltasse a rever a sua politica para o mobile, e mostrando que a continua com a vontade de não apostar neste mercado, mesmo que este tenha um peso de mais de 50% das receitas da totalidade do mercado dos jogos.

Esperando que a Nintendo reconsidere a sua estratégia e reveja a lista de jogos a lançar para smartphones, deixamos aqui algumas ideias de títulos que nos parecem ser adequados para serem bem sucedidos nesta plataforma.

Dr. Kawashima’s Brain Training

Esta conhecida série de jogos para estimular o nosso cérebro foi das primeiras a introduzir um género mais casual nos jogos da Nintendo DS. Dr. Kawashima’s Brain Training, ou Brain Age e Brain Exercise como é também conhecido, já fez a sua aparição nos jogos mobile com uma versão em Java há muitos anos atrás. Trata-se de um jogo casual que, concerteza, seria bem recebido no mundo dos smartphones.

Versão do jogo para smartphones em Java

Nintendogs

Nintendogs foi outro grande sucesso ao trazer jogadores casuais para o mundo dos jogos e este simulador de animais de estimação tornou-se um sucesso. A sequela não teve tanto sucesso, talvez porque apareceu numa altura em que grande parte dos jogadores casuais começaram a apostar mais nos jogos mobile. Embora existam outros jogos do género, acreditamos que Nintendogs seria muito bem recebido pelos jogadores casuais. Apostando em diferentes raças de cães e gatos para entrar num estilo de jogo grátis, esta franquia pode continuar a ser relevante mais uma vez.

Advance Wars

Antes de Fire Emblem ser a franquia favorita da Nintendo, existia Advance Wars, outra obscura série japonesa que tornou-se um sucesso na era do Gameboy Advance. Infelizmente eles não conseguiram atingir os números que queriam e o último lançamento, que saiu já numa fase descendente da Nintendo DS, apresentando ainda um estilo de arte muito diferente, mudou tudo e não foi bem recebido pelos fãs. Advance Wars está basicamente morto desde então e ainda mais desde que Fire Emblem apresenta uma jogabilidade semelhante e tornou-se uma série de sucesso. O sucesso de Fire Emblem Heroes poderia ajudar Advance Wars a regressar, ainda mais quando irá reaparecer na Nintendo Switch.

Puzzle League

Lançado sob os nomes de Tetris Attack, com Yoshi como mascote, e Pokémon Puzzle League Challenge para ajudar a vender o jogo antes de decidir-se pelo nome genérico Puzzle League. Este pode ser o jogo de quebra-cabeça mais icónico da Nintendo que poderia prevalecer mesmo com a enorme quantidade de jogos de quebra-cabeça nas lojas de aplicações. Manter os personagens do Panel de Pon seria a melhor estratégia, mesmo que se mantivesse o nome Puzzle League. Poderia seguir a mesmo fórmula de jogo gratuito de outros títulos de quebra-cabeça com uma pequena história fofa.

Tomodachi Life

Miitomo foi o primeiro jogo móvel que a Nintendo lançou e na maior parte foi um fracasso, pois não era bem um jogo e não correspondeu às expectativas do mercado. No entanto, Miitomo tinha óptimas ideias, o problema é que não eram suficientes, precisava de mais jogabilidade para torná-lo atraente, precisava ser mais parecido com o Tomodachi Life. Podíamos manter o que Miitomo já apresentava, mas adicionar toda a jogabilidade de Tomodachi Life com as malucas histórias de vida dos Mii e a jogabilidade bizarra que o tornou tão memorável. Seria, de certeza, um sucesso garantido nos smartphones.

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por Paulo Miranda

Fundador do projecto Foneplay, desde muito cedo entusiasta pela tecnologia, tendo acompanhado toda a evolução da internet e telemóveis. Trabalha nesta área há muitos anos sendo fã de jogos e de todos os assuntos relacionados com as telecomunicações móveis. Facebook | LinkedIn

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